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domingo, 23 de marzo de 2025

Y EL ÓBOLO BAJO LA LENGUA


 


FLORIRAM POR ENGANO AS ROSAS BRAVAS


Floriram por engano as rosas bravas

No Inverno: veio o vento desfolhá-las...

Em que cismas, meu bem? Porque me calas

As vozes com que há pouco me enganavas?


Castelos doidos! Tão cedo caístes!...

Onde vamos, alheio o pensamento,

De mãos dadas? Teus olhos, que num momento

Perscrutaram nos meus, como vão tristes!


E sobre nós cai nupcial a neve,

Surda, em triunfo, pétalas, de leve

Juncando o chão, na acrópole de gelos...


Em redor do teu vulto é como um véu!

Quem as esparze quanta flor! do céu,

Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?



Camilo Pessanha.

sábado, 12 de noviembre de 2022

Y EL ÓBOLO BAJO LA LENGUA









Eu vi a luz em um país perdido. 

A minha alma é lânguida e inerme. 

Oh! Quem pudesse deslizar sem ruído! 

No chão sumir-se, como faz um verme…



Camilo Pessanha.







miércoles, 13 de junio de 2018

Y EL ÓBOLO BAJO LA LENGUA






                OLVIDO


Desce por fim sobre o meu coração
O olvido. Irrevocável. Absoluto.
Envolve-o grave como véu de luto.
Podes, corpo, ir dormir no teu caixão.
A fronte já sem rugas, distendidas
As feições, na imortal serenidade,
Dorme enfim sem desejo e sem saudade
Das coisas não logradas ou perdidas.
O barro que em quimera modelaste
Quebrou-se-te nas mãos. Viça uma flor...
Pões-lhe o dedo, ei-la murcha sobre a haste...
Ias andar, sempre fugia o chão,
Até que desvairavas, do terror.
Corria-te um suor, de inquietação...


                                            Camilo Pessanha

martes, 7 de abril de 2015

Y EL ÓBOLO BAJO LA LENGUA




EM UN RETRATO


De sob o cômoro quadrangular
Da terra fresca que me há de inumar,

E depois de já muito ter chovido,
Quando a erva alastrar com o olvido,

Ainda, amigo, o mesmo meu olhar
Há de ir humilde, atravessando o mar,

Envolver-te de preito enternecido,
Como o de um pobre cão agradecido.


Camilo Pessanha.